O vereador Gilsimar Silva realizou, nesta semana, uma visita à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Municipal de Sinop, localizada na Avenida André Maggi, para verificar de perto a realidade do atendimento prestado à população. Durante a fiscalização, o parlamentar constatou um cenário preocupante de superlotação na unidade, que deveria funcionar exclusivamente para atendimentos rápidos e de urgência.
Segundo o vereador, aproximadamente 100 pessoas estão internadas na UPA, o que compromete a qualidade do serviço e gera sofrimento tanto para pacientes quanto para os profissionais da saúde. “Saio daqui muito entristecido ao ver a situação. A UPA não foi feita para internações prolongadas, e hoje está funcionando como se fosse um hospital”, afirmou.
Gilsimar também destacou que a unidade atende pacientes de outros estados, como o Pará, o que, embora seja garantido por lei, acaba reduzindo as vagas disponíveis para moradores de Sinop. “Não se pode negar atendimento, mas isso acaba ocupando o espaço de quem mora aqui e precisa do serviço”, explicou.
Durante a visita, o vereador conversou com a gestora da unidade, que relatou a impossibilidade de receber novos pacientes para internação, devido à lotação máxima. Além disso, o Hospital Regional de Sinop também enfrenta superlotação, agravando ainda mais a situação do sistema de saúde local.
Diante do cenário, o parlamentar informou que irá buscar diálogo com o prefeito, com o secretário municipal de Saúde, Érico, e com o governo do Estado, incluindo o secretário Gilberto, para encontrar soluções urgentes. Entre as medidas defendidas estão a aceleração da inauguração do hospital municipal e o encaminhamento de cirurgias ortopédicas para outros municípios quando não houver vagas em Sinop.
“Sabemos que não é fácil, especialmente na área da ortopedia, que atende muitos casos de acidentes, mas a população não pode continuar sofrendo. Precisamos de união entre município e Estado para resolver esse problema”, ressaltou.
O vereador reforçou que sua atuação é no sentido de colaborar e cobrar melhorias, sempre em defesa da população sinopense. “Estamos aqui para ajudar, não para atrapalhar. A sociedade precisa de respostas”, concluiu.