Durante a primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Sinop em 2026, o vereador Gilsimar Silva se posicionou de forma firme contra a Associação Saúde em Movimento (ASM) e defendeu que o contrato emergencial com a entidade não seja renovado, propondo que a Secretaria Municipal de Saúde assuma a gestão das unidades atualmente administradas pela organização social. O posicionamento, no entanto, não é isolado e tem sido compartilhado por outros vereadores da Casa.
Em vídeo publicado em suas redes sociais após a sessão, Gilsimar explicou que sua manifestação é baseada em reclamações recorrentes de profissionais da saúde, principalmente sobre atrasos no pagamento de salários, situação que, segundo ele, se repete desde o início de seu mandato.
“A gente vem recebendo muitas reclamações dos profissionais da saúde desde o começo do mandato, principalmente sobre atrasos de salário. Essa empresa recebe o recurso, mas não consegue fazer a parte burocrática a tempo”, afirmou.
Segundo o parlamentar, mesmo quando a empresa encaminha a documentação à Prefeitura, os processos retornam com pendências, prolongando ainda mais os atrasos. Para ele, o problema está na desorganização administrativa da empresa, e não na atuação da Secretaria Municipal de Saúde.
“Eu considero uma empresa desorganizada. A gente esperou para ver se ia consertar, se ia dar certo, mas não deu. Não tem mais o que fazer”, disse.
Gilsimar fez questão de destacar que não há críticas à Secretaria de Saúde, ressaltando o esforço do secretário e da equipe técnica, e defendeu que o município avalie assumir diretamente a gestão da UPA 24 horas, da Policlínica e das Unidades Básicas de Saúde, desde que respeitados os limites legais.
“Conclamo o nosso prefeito para que, se for possível e sem mexer no limite prudencial, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, possa assumir essas unidades. O secretário tem se esforçado e feito um belo trabalho, mas essa empresa não dá mais”, declarou.
O vereador também destacou os impactos da situação na vida dos trabalhadores da saúde, que enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam o pagamento de salários.
“São profissionais que trabalham, têm contas para pagar, e acabam recebendo com atraso, além de toda a morosidade causada pela incompetência administrativa da empresa”, completou.
Além de Gilsimar, outros vereadores se manifestaram na tribuna e em declarações públicas defendendo o endurecimento das cobranças, a aplicação de penalidades contratuais e a não renovação do contrato com a ASM, caso as irregularidades persistam. Parlamentares afirmaram que o tema seguirá sendo debatido ao longo do ano legislativo.
Ao final, Gilsimar reforçou que continuará cobrando providências e defendeu que, com o vencimento do contrato emergencial, a ASM não permaneça no município.
“Vamos cobrar de forma incessante para que esse contrato não seja renovado e para que essa empresa deixe Sinop”, concluiu.
A Câmara Municipal informou que acompanhará o caso de forma permanente e poderá convocar representantes da empresa e da Secretaria de Saúde para prestar esclarecimentos.